SEMINÁRIO DE SABERES ARQUIVÍSTICOS (SESA): Inteligência artificial e práticas educativo-decoloniais para a valorização da memória e promoção do pensamento crítico (2025-Atual)

Integrantes: Eliete Correia dos Santos – Coordenador / Wiliana de Araújo Borges – Integrante / Gabriela Almeida Garcia – Integrante / Ana Carolina Soares Santos – Integrante.

Esta pesquisa, ora em andamento, investiga como a integração de práticas educativas, dialógicas e decoloniais no contexto arquivístico, aliada ao uso de inteligência artificial (IA) aplicada à difusão de arquivos, pode promover a valorização da memória histórica local e estimular o desenvolvimento do pensamento crítico e cultural nas comunidades, com foco na justiça social e epistêmica. A relevância do estudo reside na transformação das práticas arquivísticas, que passam de um foco exclusivo na preservação de documentos para uma maior ênfase no acesso à informação e no engajamento com o usuário. A valorização da história local, particularmente das memórias marginalizadas, e a ampliação do acesso à cultura são aspectos fundamentais para a promoção de uma educação inclusiva e crítica. A metodologia qualitativa adota uma abordagem interpretativista e exploratória, com análise documental e aplicação de práticas bakhtinianas de dialogicidade e heteroglossia. A pesquisa será conduzida em arquivos públicos e privados da Paraíba, utilizando IA para mapear e interpretar interações e práticas educativas. Os resultados esperados incluem o aumento no acesso a documentos históricos, a valorização da memória cultural local e a implementação de metodologias decoloniais nas práticas arquivísticas. Espera-se também um engajamento ativo de estudantes e comunidades, contribuindo para o desenvolvimento de novas práticas pedagógicas e fortalecendo a consciência crítica e histórica. Os impactos do projeto se estendem à formação de uma rede de colaboração entre arquivos, escolas e comunidades, além de influenciar políticas públicas e iniciativas que integrem educação e preservação de memória, promovendo a diversidade e inclusão nas práticas arquivísticas.