TECNOLOGIAS ATIVAS PARA PESQUISAS EM ARQUIVOLOGIA NO BRASIL: governança em rede (2025 -Atual)

Integrantes: Maria Meriane Vieira da Rocha – Coordenador / Rayan Aramís de Brito Feitoza – Integrante / Adelaide Helena Targino Casimiro – Integrante / Carla Maria de Almeida – Integrante.

A produção científica deve ser orientada por um compromisso social e por sua utilidade prática, seja para a comunidade acadêmica ou para a sociedade em geral. Como destaca Duarte (2004, p. 42), trata-se de documentos sobre temas relevantes para uma comunidade científica específica, que contribuem para o desenvolvimento da Ciência e para a abertura de novos horizontes de pesquisa, independentemente do suporte utilizado. A pesquisa é um processo contínuo, sempre com novos conhecimentos a serem descobertos, tornando essencial a divulgação de seus resultados para o avanço científico e a democratização do acesso à informação. Leite e Ramalho (2007) reforçam que a produção científica é indispensável ao desenvolvimento do saber, sendo inviável a própria Ciência sem sua existência. Nesse sentido, Witter (2006) destaca a importância de canais eficientes de comunicação científica, que garantam velocidade e confiabilidade na disseminação de resultados, apoiando-se em bases de dados e redes sociais como aliadas nesse processo. A Base de Dados Pesquisas Arquivísticas Brasileiras (PAB) surge como uma resposta crítica à dispersão e à invisibilidade da produção científica em Arquivologia no Brasil, consolidando-se como um instrumento estratégico para a democratização do conhecimento, a valorização de saberes locais e a decolonização do campo arquivístico. Em um contexto global ainda marcado por assimetrias na produção e circulação do conhecimento, a PAB atua como uma plataforma de resistência epistêmica, promovendo a pluralidade, a representatividade e o acesso equitativo à informação científica (Casimiro; Rocha, 2024).Criada em 2021 na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sob a liderança da Profa. Dra. Maria Meriane Vieira da Rocha e vice-liderança da Profa. Dra. Adelaide Helena Targino Casimiro, a PAB visa superar a fragmentação das pesquisas na área de Arquivologia, muitas vezes restritas a repositórios institucionais pouco integrados. Com mais de 2.000 registros incluindo projetos de pesquisa e de extensão, teses, dissertações, especializações e trabalhos de conclusão de curso de graduações , a base organiza e disponibiliza publicamente um acervo representativo da produção científica nacional.