{"id":2587,"date":"2021-11-22T15:04:39","date_gmt":"2021-11-22T18:04:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ccsa.ufpb.br\/pesquisarquivistica\/?p=2587"},"modified":"2022-07-06T09:08:52","modified_gmt":"2022-07-06T12:08:52","slug":"arquivos-pessoais-institucionalizacoes-e-trajetorias-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccsa.ufpb.br\/pesquisarquivistica\/arquivos-pessoais-institucionalizacoes-e-trajetorias-2018\/","title":{"rendered":"ARQUIVOS PESSOAIS: institucionaliza\u00e7\u00f5es e trajet\u00f3rias (2018)"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3330664202102987\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Renato Crivelli Duarte<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A presente pesquisa tem por objetivo analisar os processos simb\u00f3licos que revestem e conduzem a incorpora\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais por entidades de cust\u00f3dia no Brasil. O problema desta pesquisa encontra-se na quest\u00e3o: De que forma se constituiu, no Brasil, um imagin\u00e1rio que fundamenta e regula a pr\u00e1tica de institucionaliza\u00e7\u00e3o dos arquivos pessoais? Esta quest\u00e3o se estrutura a partir da hip\u00f3tese que de as institui\u00e7\u00f5es analisadas estabeleceram e institu\u00edram um imagin\u00e1rio no qual a institucionaliza\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais representa uma forma renovada de legitima\u00e7\u00e3o de elementos sociais j\u00e1 institu\u00eddos na sociedade. Como uma pesquisa de cunho qualitativo, a metodologia utilizada se estrutura em levantamento bibliogr\u00e1fico e documental, com o uso de bibliografia, nacional e estrangeira, especializada em arquivos pessoais e documentos hist\u00f3ricos, de modo que fornecesse as bases para os debates que s\u00e3o desenvolvidos. Como pesquisa documental, nos utilizamos dos processos de incorpora\u00e7\u00e3o de acervos produzidos pelas entidades analisadas. A proposta de utilizar este corpus documental se justifica pela busca por elementos que fornecessem subs\u00eddios para compreender as circunst\u00e2ncias que circundam o trabalho de sele\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais por estas institui\u00e7\u00f5es. Foram realizadas tamb\u00e9m entrevistas com agentes que atuaram especificamente nestes processos de incorpora\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais nas entidades analisadas. Como recorte temporal, foi escolhido o per\u00edodo em que, reconhecidamente, o Brasil passa por um crescimento exponencial de institui\u00e7\u00f5es de cust\u00f3dia de arquivos pessoais. Este per\u00edodo se localiza entre os anos 1960 e 1990. Assim, foram escolhidas tr\u00eas entidades criadas neste per\u00edodo: Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), Centro de Pesquisa e Documenta\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea do Brasil (CPDOC) e Museu de Astronomia e Ci\u00eancias Afins. Analisamos as formas e processos de incorpora\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais por estas institui\u00e7\u00f5es no per\u00edodo que se inicia com suas funda\u00e7\u00f5es, finalizando no ano de 1999. Esta data limite foi estabelecida levando em considera\u00e7\u00e3o que a partir deste momento os debates que envolvem a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de acervo pelas institui\u00e7\u00f5es arquiv\u00edsticas brasileiras ganharam f\u00f4lego e passaram a regular este processo de forma mais objetiva. Ap\u00f3s a an\u00e1lise contextual dos processos de incorpora\u00e7\u00e3o de 43 arquivos pessoais, em associa\u00e7\u00e3o aos depoimentos de 06 agentes envolvidos neste trabalho nas entidades analisadas, pudemos concluir que a sele\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais para a preserva\u00e7\u00e3o segue padr\u00f5es estabelecidos pelas \u00e1reas acad\u00eamicas respons\u00e1veis por desenvolverem pesquisas nestas entidades. O estabelecimento de valores de preserva\u00e7\u00e3o aos arquivos pessoais encontra-se subordinado aos interesses da pesquisa acad\u00eamica desenvolvida em cada uma das institui\u00e7\u00f5es. Mais do que uma quest\u00e3o de tem\u00e1tica que define a identidade organizacional de cada entidade analisada, a preserva\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais compete a uma legitima\u00e7\u00e3o estabelecida a partir das autoridades dos agentes \u2013 docentes e pesquisadores \u2013 representantes do saber\/poder dos campos de conhecimento. A academia, considerada como uma institui\u00e7\u00e3o social detentora de poder social, se fundamenta em seus pr\u00f3prios preceitos de saber\/poder, j\u00e1 definidos e legitimados, para estabelecer a preserva\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais. Este cen\u00e1rio, pelo ponto de vista da mem\u00f3ria e da identidade social, se configura como um processo heter\u00f4nomo de preserva\u00e7\u00e3o de bens hist\u00f3rico-culturais, onde poucos agentes s\u00e3o autorizados a construir o acervo coletivo de documentos hist\u00f3ricos e determinar aquilo com o que toda a comunidade deve se identificar e se lembrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto completo dispon\u00edvel em: <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renato Crivelli Duarte A presente pesquisa tem por objetivo analisar os processos simb\u00f3licos que revestem e conduzem a incorpora\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais por entidades de cust\u00f3dia no Brasil. O problema desta pesquisa encontra-se na quest\u00e3o: De que forma se constituiu, no Brasil, um imagin\u00e1rio que fundamenta e regula a pr\u00e1tica de institucionaliza\u00e7\u00e3o dos arquivos pessoais? 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