LANÇAMENTO DO OBSERVATÓRIO DO SERVIÇO MILITAR VOLUNTÁRIO FEMININO NO BRASIL

terça-feira, 15 de setembro de 2026
atualizado em segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Iniciativa vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Administração da UFPB, monitora a implementação do Decreto nº 12.154/2024, disponibiliza dados públicos e estrutura plataforma contínua de coleta psicométrica com voluntárias para as Forças Armadas Brasileira.

OSMVF- BRASIL

João Pessoa (PB) — O Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) e o Grupo de Estudos do Terceiro Setor (GETS), vinculados ao Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), anunciam o lançamento oficial do Observatório do Serviço Militar Voluntário Feminino no Brasil (OSMVF-Brasil).

A plataforma científica foi idealizada e estruturada pelo pesquisador e doutorando em Administração Prof. MsC. Francisco Chaves Pinto, sob a orientação do Prof. Dr. Carlos Eduardo Cavalcante, constituindo o núcleo operacional e empírico de tese doutoral dedicada a investigar as forças motivacionais e os reflexos funcionais decorrentes do ingresso inaugural de mulheres no Serviço Militar Inicial (SMI).

O Observatório nasce no momento histórico em que o Estado brasileiro, por meio do Decreto nº 12.154/2024, institucionaliza a prestação voluntária do serviço para mulheres a partir dos 18 anos. Diante da expressiva adesão social, evidenciada por mais de 33 mil alistadas no primeiro ciclo nacional, o portal consolida a presença acadêmica da UFPB na fronteira do conhecimento em Gestão Pública, Políticas de Defesa e Comportamento Organizacional.

Estrutura e Seções do Portal

O portal foi projetado sob parâmetros de ciência aberta (Open Science) e accountability, subdividindo-se nas seguintes seções:

  1. Marco Histórico & Eixos de Pesquisa: Apresenta o contexto de gênese do observatório, sua vinculação com o GETS/PPGA/UFPB e a fundamentação teórica baseada no Modelo Orbital e na abordagem multinível (dimensões Micro, Meso e Macro).

  2. Painel de Indicadores e Dados: Centraliza o monitoramento anual de indicadores quantitativos oficiais (oferta de vagas, contingente de inscritas e concorrência por Força Singular: Marinha, Exército e Aeronáutica), além de registrar o status de processamento dos dados primários da pesquisa.

  3. Produção Científica: Repositório analítico que reúne os manuscritos gerados no âmbito da tese, bem como, disponibiliza o acervo completo de referências científicas revisadas por pares com seus respectivos identificadores digitais (DOIs).

  4. Marco Legal e Normativo: Guia documental com links diretos para leis federais, decretos presidenciais, o Plano Geral de Convocação (PGC) e canais governamentais de perguntas frequentes.

  5. Painel de Participação e Pesquisa: O coração empírico do Observatório, dedicado à interação direta com o público-alvo da investigação.

 

Plataforma Permanente de Coleta: A Escala EM-SMVF

O diferencial metodológico do OSMVF-Brasil repousa na seção Painel de Participação e Pesquisa. Neste ambiente, será operado a aplicação da Escala de Motivações para o Serviço Militar Voluntário Feminino (EM-SMVF), artefato psicométrico inédito construído para desvelar as razões vocacionais, econômicas, desenvolvimentistas e patrióticas que balizam a decisão de ingresso na caserna.

O instrumento de mensuração encontra-se atualmente em fase de calibração final e validação piloto. Uma vez aberto, o painel funcionará como uma plataforma perene e longitudinal de coleta de dados, permitindo o acompanhamento de voluntárias ao longo dos próximos anos.

Podem participar voluntárias que completam 18 anos e formalizam o alistamento militar nas três Forças Singulares, bem como recrutas incorporadas às Organizações Militares. A plataforma garante estrito sigilo e anonimato em conformidade com as diretrizes do Comitê de Ética em Pesquisa (Resolução CNS nº 510/2016) e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD — Lei nº 13.709/2018), assegurando que as respostas tenham finalidade puramente acadêmica, sem qualquer interferência em processos seletivos ou na carreira das respondentes.

Para dúvidas, colaborações ou maiores esclarecimentos acesse os email’s dos pesquisadores na seção de “contatos”.